quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ao pormenor...




Ortiga - Mação

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Intemporal



Estação dos Caminhos de Ferro Portugueses
Alvega-Ortiga

terça-feira, 11 de novembro de 2008

*DAR

A revista do Expresso traz esta semana um número imenso de páginas dedicadas ao acto de DAR...associadas ao generoso S. Martinho, bravo soldado romano que no meio da sua viagem por terras frias foi abordado por um mendigo, vestido com roupas velhas e rotas, que lhe pediu esmola. Diz a lenda que S. Martinho sem mais para lhe dar, pegou na sua espada, cortou a sua capa ao meio e deu metade ao pobre homem. O mau tempo deu então lugar ao sol que se iluminou como que por milagre...assim, como recompensa pela generosidade de S. Martinho, fez-se verão.

Ao ler todos os testemunhos generosos que a revista revela, e a que é impossível ser indiferente, fiquei com o espírito cheio e sinceramente emocionado...e procurei o significado da palavra dar...que acredito não ser apenas um único... porque DAR, para mim, é algo que se define de imensas formas e se traduz em muitas acções...não resisti e escolhi algumas das definições que encontrei no dicionário, embora nenhuma delas me tenha realmente entusiasmado...

"...fazer doação de, ceder alguma coisa, transferir gratuitamente a posse dela a alguém, entregar, confiar, pôr em poder de, presentear, dispensar, manifestar, ser bom, servir, prestar para, suportar, renunciar a..."

...talvez porque dito assim, DAR parece algo sem sentimento...quando deve ser uma palavra cheia...cheia de alegria, cheia de vida, cheia de paz e de vontades boas...deve ser amar o próximo, o estranho, o distante...ceder...dispensar algo que não nos faz falta...ou que faz, mas a que podemos renunciar...
DAR, deve ser sempre como uma entrega...deve ser feito com tempo, coração, convicção e determinação...
Não pode ser dar por dar...tem que ser sinónimo de vontade e sinónimo de ajudar...
...pode ter forma de abraço, de atenção, de afecto ou de compreensão...
Não procura retribuição...
Pode ser aceitar, acompanhar, olhar, proteger, ou simplesmente estar...
Mas em qualquer uma das suas formas, temos que DAR unicamente o nosso melhor para receber o mais valioso na vida...um sorriso sincero de alguém um pouco mais feliz...

Por isso sempre que posso estendo a mão, sempre que posso oiço, sempre que posso abro o coração, aceito, compreendo...dou...talvez porque sinto que vale a pena acreditar e fazer tudo o que podemos por um mundo igual e melhor para todos...

Cabe a cada um de nós DAR...


"...DAR de nós. DAR sem medo. DAR sem tempo. DAR sem pedir. DAR por todos. DAR o melhor..."

...porque é em cada um de nós que acaba a diferença e começa a igualdade.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Passámos a viagem a olhar-nos nos olhos...

Andava numa das minhas "excursões" pela internet quando decidi ir dar uma espreitadela ao Shiuuuu. Para quem ainda não teve a curiosidade suficiente para clicar nas minhas escapadinhas o Shiuuuu é um blogue que publica segredos anónimos...e acho engraçado perder por lá um tempinho de vez enquando só para sentir que somos todos iguais, que não existem pessoas perfeitas, sem medos, sem receios e sem algum sentimento por revelar.

E foi então que encontrei um segredo que mais parece um leiam-me, divulguem-me...e não resisti em pôr aqui.

"Vi a mulher da minha vida num comboio. Tinha cabelo preto, longo e liso. Olhos castanhos escuros. Trazia uns simples ténis laranja, jeans pretos e camisola de lã às riscas de gola alta. Passámos a viagem a olhar-nos nos olhos... E quando ela saíu na estação dela ao passar por mim deu-me a mão e sorriu. E eu... não soube dizer nada... Nem sequer lhe pedi o contacto. E agora ando a fazer viagens que nem um idiota à procura dela..."

Ela pode ou não ser a mulher da vida dele mas torço para que a consiga encontrar, por isso se conhecerem alguma rapariga com ténis laranja digam-lhe que o comboio é o meio de transporte ideal para se encontrar o amor...

Há olhares que valem por mil palavras...que trazem um sopro novo à nossa vida...que deixam sentimentos bons e que nos fazem fazer coisas impensáveis...como andar todo o dia metido dentro de um comboio entre estações.

Que podem ou não voltar a ter a mesma intensidade, que podem ou não voltar a encontrar-se um dia...mas como sou apologista dos happy ending...espero que sim, que se encontrem, que se conheçam e que no mínimo possam ser amigos e guardar na memória esse momento mágico...em que os seus olhos se encontraram e se perderam.

domingo, 2 de novembro de 2008

Into the Wild

Quantas vezes não pensamos em deixar tudo para trás e procurar a felicidade na simplicidade da vida...Todos os dias perdemos demasiado tempo com coisas sem importância, ao ponto de perdermos filmes como este...mágico e consciente...cheio de determinação...cheio de todos os ingredientes que apaixonam os viajantes da estrada e da alma...cheio de procura...cheio de encontro...
...porque às vezes é preciso renascer, para nos encontrarmos.

É para ver...e ouvir, porque mexe com todos os nossos sentidos mas, principalmente é para não se perder...porque vale cada minuto do nosso tempo.

"If you really want something in live..."



...acho que já sabes a resposta.

domingo, 26 de outubro de 2008

Rappel & Escalada...1ºcontacto

Tive o meu primeiro contacto com um arnês...e desde o primeiro instante soube que ia ficar presa a ele...foi um pedaço de dia bem passado em que aprendi acima de tudo a confiar.


Além de alguns arranhões...saí de lá com uma dificuldade para ultrapassar...um objectivo a superar...e aguardo com expectativa o dia em que vou conseguir escalar acima daquele patamar...

...acredito que será com um sorriso grande que irei festejar a conquista.

O que mais apreciei em tudo foi isso mesmo, a capacidade, a força e a determinação com que se superam obstáculos...mais fáceis às vezes do que aqueles que a vida nos impõe...outras vezes mais difíceis...

Foi a camaradagem, o espírito de equipa, em que a segurança do outro se sobrepõe a tudo...

Foi o contacto com a natureza, o andar descalço sobre as pedreiras, o verde, o som das águas calmas da ribeira...o calor do sol...e o silêncio...

Foi sem dúvida um dia feliz...um teste à resistência...

...em que aprendi que vale tudo, só não vale a pena desistir!

Obrigado mestres pela nova experiência e pelos ensinamentos...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Da minha aldeia

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Alberto Caeiro

domingo, 12 de outubro de 2008

@Olhares&Palavras.com/sentido

Há quem escreva sem sentido e há quem escreva sobre o sentido das coisas...da mesma forma há quem escreva com ou para o coração...

Não sei sobre o que escrevo...mas dentro do possível escrevo com alma e escrevo com vida...e quando não posso falar...

Não sei por isso onde as minhas palavras se encaixam na definição...sei que apesar de serem só palavras...significam muitas coisas...com mais ou menos sentido...

Por isso até lá digo-as, sem voz...porque as palavras escritas fazem-se ouvir sem som...

Podem gritar, podem parecer que choram ou que riem, podem fazer um mimo, podem dizer muitas coisas e serem entendidas de um infinito modo ou simplesmente de um modo único...

...depende de quem as ouve...ou lê.

Quando perdi o sentido da vida, encontrei-o...e com ele encontrei o sentido das palavras...ou o sentido nas palavras...

E hoje só quero que elas continuem a sair com a força de uma voz e se sintam...porque apenas as palavras me têm dado sentido... o sentido alegre da vida...

Além de escrever sobre o sentido e as coisas com ou sem sentido...quero um dia também falar com voz...se bem que muitas vezes não é preciso falar para se sentir...porque as palavras assim como o olhar têm um sentido próprio...e não precisam de som para se entenderem.

E depois de estar aqui a complicar e descomplicar num rol de sentidos e falta deles...que fique apenas o escrever como intenção de dizer, e o olhar como intenção de partilhar...

...Momentos que não se vivem mas que se sentem nas palavras...se é que é possível causar sensação em quem as lê...

Acredito que sim.

Por isso fico feliz quando arrancam sorrisos...sinal de que as palavras levam pedacinhos da alma de quem sente, com sentido...

Sinal de que se fazem entender...e que de algum modo sabes que estou a sorrir para ti...e por ti...que me lês...

Obrigado...

...sentido.

sábado, 27 de setembro de 2008